Wednesday, March 12, 2014

Bicentenário do nascimento do poeta Tarás Schevtchenko e homenagem aos heróis ucranianos do Euromaidan

Sábado, dia 08 de março, Prudentópolis mais uma vez homenageou o poeta Tarás Schevtchenko pelo bicentenário do seu nascimento.

O ato cívico foi uma comemoração realizada pelas crianças da Escola Paroquial Nossa Senhora do Patrocínio e da catequese.

Na programação aconteceram duas homenagens diferentes que foram anunciados na abertura pelo pároco Pe. Eufrem Krefer, OSBM: homenagem ao Poeta e homenagem aos heróis ucranianos do Euromaidan.

Estiveram presentes no evento o Embaixador da Ucrânia Sr. Rosteslau Tronenko e a sua esposa Fabiana, sua filha Mariana e familiares da embaixatriz; o Sr. Vitorio Sorotiuk, presidente da Representação Central Ucraniana, autoridades municipais (vereador Marcos Lachoviz e, representando o prefeito, Luis Chavier), religiosas, professores e comunidade prudentopolitana. Houve pronunciamentos alusivos ao evento, canções, poemas, músicas.

Samuel Semzyszyn dirigiu a comemoração. A Rede Globo RPC entrevistou e registrou o evento e a emissora rádio Copas Verdes também o divulgou.

Bandeiras da Ucrânia com laços pretos denunciavam a situação atual da Ucrânia, as crianças depositaram flores no monumento do Poeta Tarás. O momento foi de solidariedade e apoio para com a Ucrânia e ucranianos.

No final foi lido um trecho de um poema de Tarás “Коли ми ще зійдемося“. Uma tradução livre do poema: 

Sejam humildes, orem a Deus
Lembrem um ao outro
Amem sua Ucrânia.
Amem-na em tempos crueis
No últimos momentos terríveis.
Por Ela rezem a Deus 

NB.: O Museu do Milênio está com uma exposição da vida e obras do Poeta desde agosto de 2013.
Contribuição da matéria: catequista Inês Zadvijak, SCJ
Fotos - créditos: Edinei Chumlhak















Eparquia convida Igreja no Brasil a rezar pela Ucrânia

O bispo eparca da eparquia São João Batista dos Ucranianos, em Curitiba (PR), dom Volodemer Koubetch, enviou carta à presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) pedindo apoio nas orações pelos ucranianos mortos durante as manifestações ocorridas no país desde o ano passado, por conta da crise político-econômica e social.
Dom Volodemer afirma, em sua carta, que se sente na responsabilidade de contribuir para a promoção do diálogo fraterno e da paz na sociedade ucraniana. Confira o texto na íntegra:

"Curitiba, 07 de março de 2014.

Eminência Reverendíssima Dom Raimundo – Presidente,
Eminência Reverendíssima, Dom Leonardo – Secretário,

Diante da grave situação político-social e econômica da Ucrânia enfrentada há vários meses, que resultou em violência extrema com muitas mortes e incontáveis feridos e que tende a se prolongar, causando ainda maior sofrimento aos nossos irmãos e irmãs ucranianos, independentemente de confissão religiosa ou opção partidária, gostaria de, em nome dos fiéis católicos ucranianos da Eparquia São João Batista e de todos os ucranianos do Brasil, contar com o apoio da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e de todos os Bispos e fiéis da Igreja Católica Latina do Brasil para, juntos, elevarmos uma prece a Deus pelos mortos, que deram a sua vida pelo sonho de liberdade e de justiça e pelos que continuam a lutar pela construção de uma pátria íntegra, livre e em paz, onde sejam respeitados os direitos da dignidade humana.

Na esperança de maior união entre mentes e corações, sinto-me na responsabilidade de contribuir, pela oração e também pelo compromisso concreto, dentro das possibilidades reais para a promoção do diálogo fraterno e da paz na sociedade ucraniana que, certamente, lhe proporcionará mais justiça, liberdade e prosperidade."

Fraternalmente, na paz do Senhor, 
Dom Volodemer Koubetch, OSBM
Bispo Eparca
Fonte: CNBB

Saturday, March 1, 2014

Carta Pastoral de Sua Beatitude Sviatoslav e do Sínodo Permanente para a Grande Quaresma de 2014

Neste ano, no período da grande quaresma, a nossa Igreja, nossos fiéis e toda a nação ucraniana se encontra em lástima de dor, medo, sofrimento e esperança trêmula. Se finda um dos mais longos e terríveis invernos na vida de nosso povo, um inverno em que nós particularmente e profundamente sentimos a sombra do pecado, vimos o mal que de maneira fortemente explicita aflorou em nossa atual história, expondo suas vísceras assassinas. O pecado em sua infâmia colocou diante de nós sua natureza mortal. Mas ao mesmo tempo este é o inverno de nossa unidade nacional, da solidariedade de nosso povo e abertura para com o próximo, dando assim continuidade ao êxodo da servidão. Neste “maidan” reconhecemos o verdadeiro significado do sacrifício, dedicação e misericórdia, para muitos, este foi um período de um profundo autoconhecimento e de conversão ao Senhor, portanto esta experiência dos últimos 90 dias deve se tornar para nós guia para os próximos 40 dias e toda a vida. 
Refletindo sobre o sacrifício puro de centenas de pessoas e a dedicação de todas, cada um de nós devemos medir sua vida de um modo diferente.
No período da grande quaresma, de maneira especial, nos recordaremos ao lado de nossos familiares falecidos, o sacrifício dos mártires que deram suas vidas para obter a vitória do bem sobre o mal, da verdade sobre a injustiça. Lembraremos também a consagração das pessoas que estavam nos últimos meses, nas noites mais tristes e frias na praça – “maidan” em solidariedade e oração. 
Agradecidos relembraremos todos os cristãos e pessoas de boa vontade tanto na Ucrânia, como por todo o mundo por suas orações, apoio moral e material, também sempre teremos em mente que, os efeitos deste inverno não foram criados com as próprias mãos: “Se o Senhor não estivesse estado conosco, os homens que se insurgiram contra nós ter-nos-iam então devorados vivos.” (Sl 124,2-3).
Nos tornamos testemunhas portadoras do mistério da graça e ação de Deus – testemunhas de que aquilo que se torna “impossível para os homens, é possível para Deus” (Lc 18, 26).
O período quaresmal continua aquilo que brotou nas ruas concedendo um novo conteúdo espiritual. Pensando sobre esta oblação e dedicação de centenas de pessoas, cada um de nós devemos ver nossa vida de maneira diferente, procurar ver através de nosso conhecimento e existência a grandeza sacramental que possuímos, abrir a vida para o outro – para Deus, purificar-se de tudo que nos sobrecarrega e nos conduz ao pecado. Neste caminho de conversão e purificação nossa Igreja reza com as palavras do venerável Santo Efrém: “Senhor e Mestre da minha vida, afasta de mim o espírito de preguiça, o espírito de dissipação, de domínio e de vã loquacidade. Concede a teu servo o espírito de temperança, de humildade, de paciência e de caridade. Sim, Senhor e Rei, concede-me que eu veja as minhas faltas que não julgue a meu irmão, pois Tu és bendito pelos séculos dos séculos. Amém”. 
Este ano, a quaresma de maneira particular chama os ucranianos a vencerem o pecado do ódio e da desconfiança, acima de tudo para com aquelas pessoas para quem incumbiram a direção da nação.
Para nós hoje é difícil poder confiar em uma nova liderança, por que conhecemos, vimos as ações de um governo que escraviza, degrada e mata – é necessário fazer um grande esforço para vencer este pecado. O primeiro passo neste caminho deve ser o perdão – uma boa oportunidade para isto é o domingo do perdão – que abre a estrada para a reconciliação com Deus e com o próximo; juntamente com isso devemos lembrar que por aquilo que acontece em nosso país a confiança ao governo renovado não deve ser cega e deve ser acompanhada por uma corresponsabilidade ativa. Esta cooperação deve vir de cada um de nós: a responsabilidade por nossa casa, povoado e cidade e pela pátria, tendo sobre si a percepção de que cada cidadão deve exigir de si não menos do que dos outros.
Um forte chamamento a esta responsabilidade deve ser o sacrifício das vítimas inocentemente assassinadas, pelas quais ninguém ouse desonrar sua conduta por próprio interesse ou conjuntura.
Não percamos esta oportunidade concedida a nós por Deus, pois ela nos abre novas possibilidades, um novo modo de vida, para que se tornemos segundo as palavras do Apóstolo das nações “considerados dignos do Reino de Deus, pelo qual padeceis” (cf 2 Ts 1,5).
E como poderemos fazer isto? A Grande Quaresma – este é o caminho para a ressureição. Nosso Salvador que veio para “dar vida e vida em abundancia” (Jo 10,10), nos sugere meios viáveis para que nossa ação seja efetiva. Ele nos convida a dirigir-se a Pascoa do Senhor, fazer uma peregrinação do pecado para o amor, para assim ser sempre “uma nova criação em Cristo” (2 Cor 5,17). 
Apesar da peculiaridade para nossa nação neste período quaresmal, ele sempre nos convida a fazer uma luta espiritual. Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal (espalhadas) nos ares. (Ef 6,12). Este combate que a Igreja nos propõe a fazer na quaresma possui uma dimensão particular, segundo as palavras do profeta Isaías: “Sabeis qual é o jejum que eu aprecio? - diz o Senhor Deus: É romper as cadeias injustas, desatar as cordas do jugo, mandar embora livres os oprimidos, e quebrar toda espécie de jugo.É repartir seu alimento com o esfaimado, dar abrigo aos infelizes sem asilo, vestir os maltrapilhos, em lugar de desviar-se de seu semelhante.” (Is 58,6-7). 
Quem sabe ainda nos aguarda tempos difíceis, precisamos estar preparados a sacrifícios econômicos, que exigem de nossa parte paciência e persistência; temos que lutar pela verdade e justiça, afirmando assim a dignidade concedida por Deus a cada pessoa, para manter a paz em nossas almas e nação, promover a reconciliação e o arrependimento, ajudar a curar as feridas espirituais e físicas sofridas pelo povo ucraniano. 
De maneira particular convocamos a todos a solidariedade e apoio as famílias dos mortos, sofredores, feridos, traumatizados em sua alma e corpo.
Aprendamos persistentemente e sem nenhum tipo de murmurações carregar a nossa cruz diária, mesmo quando nos falta aquilo que é mais necessário. Que este seja o nosso jejum- jejum que possa trazer esperança para um futuro melhor na Ucrânia, que depois do seu inverno saia a primavera conceda seus frutos.
A fim de produtivamente vivenciar o período da grande quaresma, propomos a todos nossos fieis continuarem em oração e jejum pela nação ucraniana segundo as intenções que apresentaremos no apêndice.
Exortamos a todos para a fidelidade na oração e no trabalho, no jejum e na esmola. “O Deus da paz vos conceda santidade perfeita. Que todo o vosso ser, espírito, alma e corpo, seja conservado irrepreensível para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo!” ( 1 Ts 5,23)

Em nome dos membros do sínodo permanente dos Bispos da Igreja Greco Católica Ucraniana.

+ Siatoslau 
Arcebispo Maior

Dado em Lviv-Bruchovicz 
28 de fevereiro de 2014.

Wednesday, February 26, 2014

Panachyda †† EuroMaidan 2014 - Igreja Imaculada Conceição (Vila Iguaçu),...

Panachyda †† EuroMaidan 2014

Панахида: Небесна Сотня, Євромайдан

Igreja Imaculada Conceição (Vila Iguaçu), Prudentópolis - PR

Monday, February 24, 2014

A Ucrânia de hoje nega-se a repetir a “história de ontem”

Prof. Anderson Prado
Doutorando em História
UNISINOS - RS
Como historiador, entre diversas pes­quisas e abordagens sobre o passado, a per­gunta que sempre permeia minhas aná­lises, é se “a história se repete”? Bem, se pensarmos que a cada período es­tudado é atribuído um personagem di­fe­rente com datas e contextos variados, presume-se que a historia nunca se repetirá.

Porém, se nos apegarmos menos aos de­talhes e olharmos para o fato com obje­tivo de compreendermos as estrutu­ras dos acontecimentos, ou seja, sujeito ao pecado do anacronismo, tão caro a nós historiadores, para compreendermos os fatos de maneira conceitual, talvez vejamos o passado batendo a nossa porta.

Introduzo o texto dessa forma para fazer uma breve e não defini­tiva análise sobre a convulsão social que assola a Ucrânia desde o final de 2013. Milhares de ucranianos às ruas protestando contra a política governamental vigente a beira de uma guerra civil onde o vermelho do sangue é uma cor constante nas ruas de Kiev. Até o momento inicial desse texto, anunciava-se mais de 100 manifestantes mortos de forma bélica pelo exército do governo.

Assim direciono-me para os pontos onde podemos considerar o fato se repetindo na Ucrânia e como podemos analisar a crise de forma histórica.

Entre os anos de 1932 e 1933 após a ascensão definitiva de Stalin ao poder, a Rússia em uma corrida industrial sem precedentes dominara a Ucrânia, sobre tudo os ucranianos, em forma de coletivização dos cam­pos e lavouras confiscando toda a produção alimentícia e con­denan­do grande parte do seu povo a trabalhos forçados nos campos co­nhe­cidos como Gulags. A sublevação da Ucrânia pelos russos deixou um ver­gonhoso saldo de sete milhões de ucranianos mortos pela fome siste­ma­ticamente organizada pelo governo stalinista. A história do Holo­do­mor, (morte pela fome) como ficou conhecido, por muito tempo perma­ne­ceu preso no silêncio e no proibido devido a grande competência russa em omitir e censurar durante anos qualquer tentativa de trazer à tona o genocídio ucraniano na década de 30.

Sendo assim, como mencionado anteriormente, correndo o risco do anacronismo, ao analisar as razões, algumas aparentes outras nem tanto, vemos que a eminência de uma guerra civil que coloca os ucranianos empunhando armas contra outros ucranianos tem suas estrutu­ras mais uma vez pautadas na busca pelo domínio por parte da Rússia.

O contexto dessas sangrentas manifestações tem de um lado o oeste ucraniano que pede a anexação da Ucrânia ao bloco europeu e de outro o leste, onde se encontra o berço político do atual governante Victor Yanukovitch, um dos personagens icônicos desse momento crítico da Ucrânia, que se posicionaram como “pró-russos”, tendo como pano de fundo dessa revolta do povo ucraniano o veto do presidente à participação da Ucrânia ao bloco ocidental, ou seja, a União Europeia.

Mas o que definitivamente nos liga ao passado não são somente as mor­tes dentro da Ucrânia, até por que os “números” seriam injustos, mas sim a política “neo-colonizadora” da Rússia, intervindo diretamente na atuação política do presidente Yanukovitch com claras intenções no potencial dos recursos naturais da Ucrânia, mais uma vez para suprir seu avanço industrial. Tais intervenções se dão em forma de sanções sobre tudo à dependência ucraniana do gás vindo da Rússia, assim co­mo nas exportações feitas para o país “soviético”.

Nisso, como estamos falando do passado em forma de presente e findando essa análise inicial, se faz pertinente salientar que assim co­mo no passado o povo ucraniano não fugira à batalha. A cada corpo tom­bado no chão, mil bradaram por liberdade, porém, agora diferen­te­mente do Holodomor, os olhos do mundo veem essa luta.

Prof. Anderson Prado
Doutorando em História - UNISINOS - RS

Sunday, February 23, 2014

Церква Непорочного Зачаття (Прудентополіс) - Панахида за загиблих на Євромайдані


23 лютого, при парафії Непорочного Зачаття в Віла Іґвасу (близько Прудентополіс) оо. Василіяни відправили заупокійні моління за загиблих під час Євромайдану. Подібно і так молилися по інших українських парафіях по цілій Бразилії.

Dia 23 de fevereiro, a paróquia Imaculada Conceição (Vila Iguaçu - Prudentópolis) rezou um serviço memorial (Panachyda) pelas almas das vidas ceifadas durante o EuroMaidan.  E deste mesmo modo, várias paróquias ucranianas pelo Brasil lembraram os mortos em suas orações e celebrações. Confira aqui uma breve foto reportagem:










Presidente do Parlamento assume governo da Ucrânia temporariamente

Oleksander Turchynov logo após
ser eleito presidente do Parlamento ucraniano
neste sábado (22) (Foto: Alex Kuzmin/Reuters)
Oleksander Turchynov assume as funções de presidente após deposição.
Prazo para a formação de um novo governo foi acertado até terça (25).

O Parlamento da Ucrânia decidiu neste domingo (23) entregar temporariamente ao presidente da casa, Oleksander Turchynov, as funções de presidente do país. Turchinov foi eleito neste sábado (22) como presidente do Parlamento, pouco antes de os deputados votarem pela deposição do então presidente Viktor Yanukovich.
A nomeação de Turchynov como presidente interino foi aprovada por 285 dos 339 deputados presentes na sessão. A Constituição ucraniana prevê que o presidente do Parlamento assuma as funções de chefe de Estado no caso de vazio de poder.
Turchinov, de 49 anos, vem da mesma cidade que a líder opositora Yulia Tymoshenko, Dnipropetrovsk, no sudeste da Ucrânia, e é vice-líder do seu partido Pátria.
Ele atuou como chefe do serviço de segurança do Estado da Ucrânia, após a Revolução Laranja de 2004-05, que foi co-liderada por Tymoshenko.
Também neste domingo, os parlamentares determinaram que até a próxima terça-feira (25) devem formar um governo nacional de coalizão, que irá começar a debater as candidaturas a primeiro-ministro do país, em mais um passo para a formalização da tomada do poder por parte da oposição. “Essa é uma tarefa prioritária”, disse Turchynov.
Ele afirmou que as discussões sobre o novo governo devem começar imediatamente, um dia após a câmara votar pela deposição do presidente Viktor Yanukovich e dois dias após um acordo estabelecido com o governo para tentar controlar a crise no país.
O Parlamento ainda aprovou neste domingo a devolução da casa de Yanukovich ao Estado. Ele deixou Kiev neste sábado e a casa foi tomada pela oposição e aberta ao público para visitação. O paradeiro de Yanukovich é desconhecido – houve relatos de que ele tentou fugir do país.
Os deputados também aprovaram a deposição do ministro das Relações Exteriores ucraniano, Leonid Kozhara, aliado de Yanukovich. Outros dois aliados do antigo governo, o ex-procurador-geral Viktor Pshonka e seu antecessor na pasta do Interior, Vitaliy Zakharchenko, ambos destituídos pela Rada Suprema (Parlamento), têm paradeiro deconhecido. Os dois tiveram ordem de prisão decretada.

Coalizão
Ter uma coalizão de maioria é uma condição contemplada pela Constituição de 2004, que no sábado (22) foi novamente posta em vigor em outra sessão parlamentar, na qual a oposição ao deposto presidente Viktor Yanukovich nomeou vários cargos, entre eles alguns ministros, e destituiu o líder com uma simples votação e sem debate.
O deputado Nikolai Tomenko, do partido Batkivschina (Pátria), da ex-primeira-ministra Yulia Tymoshenko, reconheceu que a formação de uma coalizão de maioria pode ser complicada dado que os deputados das frações opositoras - a própria Batkivschina, o partido Udar (Golpe) e Svoboda (Liberdade) - não querem aceitar que se somem alguns legisladores do Partido das Regiões, do deposto Yanukovich e até agora no Governo.
O deputado assegurou que no Parlamento já soam três candidatos para o posto de primeiro-ministro, a própria Tymoshenko, o líder da fração parlamentar de Batkivschina, Arseni Yatseniuk, e o independente Piotr Poroshenko.

Kiev
O centro de Kiev, que durante a semana praticamente virou uma praça de guerra, parecia recuperar o ar de normalidade, apesar da presença das forças de segurança e das barricadas dos manifestantes.
Em Maidan (Praça da Independência) a sensação era de alívio e cautela. Um grupo cantava o hino nacional e alguns gritavam "Glória a Ucrânia".
Nas proximidades, as lojas, que permaneceram fechadas nos últimos dias, começaram a abrir as portas.
Ao mesmo tempo foram registrados saques na sede do Partido Comunista, aliado do partido de Yanukovitch no Parlamento, e a fachada do prédio foi pintada com palavras como "criminosos", "assassinos", "escravos de Yanukovitch".
Desde o início da semana, quase 40 estátuas de Lenin foram derrubadas ou destruídas, principalmente na região leste do país.

Saturday, February 22, 2014

Parlamento ucraniano destitui presidente e marca eleição para maio

O Parlamento Ucraniano determinou neste sábado (22) a destituição do presidente Viktor Yanukovich, considerado constitucionalmente inábil para prosseguir em suas funções, e marcou novas eleições para o dia 25 de maio. A decisão foi tomada após o presidente deixar Kiev e seguir para o interior do país.

Dos 450 integrantes do Parlamento, 328 apoiaram a moção que considerou Yanukovich impossibilitado de cumprir suas obrigações constitucionais. A votação ocorreu após dezenas de deputados do partido de Yanukovich abandonarem o governo.

O presidente deixou Kiev neste sábado após a assinatura de um acordo com a oposição nesta sexta-feira (21) que já estabelecia a realização de eleições neste ano, sem dada marcada.

O recém-eleito presidente da câmara, Oleksander Turchynov, disse que Yanukovich “abandonou suas responsabilidades constitucionais, o que ameaça o funcionamento do estado, a integridade territorial e a soberania da Ucrânia”.

Os deputados reunidos no Parlamento aplaudiram a decisão e cantaram o hino nacional.

O ministro das relações exteriores da Polônia, RadoslawSikorski, que acompanha de perto da crise na Ucrânia, disse que a destituição do presidente não foi um golpe de Estado – visto que prédios do governo foram abandonados, e que o presidente do Parlamento foi eleito de maneira legal.

Pouco antes, o Parlamento aprovou libertação imediata da líder oposicionista Yulia Tymoshenko. Há a expectativa de que ela seja solta ainda neste sábado.

Nesta sexta, governo e oposição haviam assinado um acordo que previa a volta à Constituição de 2004, reduzindo os poderes do presidente e aumentando os do Parlamento, e a convocação de eleições antecipadas. 
Manifestantes comemoram ações do Parlamento da Ucrânia do 
ado de fora do local em Kiev neste sábado (22) (Foto: Louisa Gouliamaki/AFP)
Yanukovich
Mais cedo, o agora presidente deposto disse ser vítima de um golpe de Estado. 

“Os eventos testemunhados por nosso país e todo o mundo são um exemplo de um golpe Estado”, disse o presidente, segundo a Reuters. 

Yanukovich também disse que não tem a intenção de renunciar nem de deixar o país, como disseram líderes da oposição. Ele ainda afirmou que todas as decisões tomadas pelo Parlamento neste sábado – inclusive a libertação imediata da líder oposicionista Yulia Tymoshenko – são ilegais. 

O presidente ainda comparou a situação na Ucrânia com a tomada do poder pelos nazistas na Alemanha na década de 1930. 

Na mesma entrevista, Yanukovich chamou os oposicionistas de “gângsters” e disse que não irá negociar com eles. 

Yanukovich deixou Kiev neste sábado e seguiu para paradeiro desconhecido. O presidente não divulgou onde está, mas disse que vai permanecer no sudeste da Ucrânia. 

Rússia
Um pouco antes da destituição de Yanukovich, a Rússia condenou a atitude da oposição ucraniana depois do acordo alcançado na véspera com o governo e denunciou uma ameaça à soberania do país vizinho. 

"Além de não cumprir suas obrigações, a oposição impôs novas exigências, submetendo-se aos extremistas armados e aos criminosos cujos atos constituem uma ameaça direta à soberania e à ordem constitucional da Ucrânia", declarou o Ministério russo das Relações Exteriores em um comunicado.

Ucrânia: Presidente saiu de Kiev e dirigiu-se para a zona oriental

O Presidente ucraniano, Viktor Ianukovich, dirigiu-se hoje para a cidade de Kharkiv, considerada a sua base política oriental, para uma reunião, segundo um alto diplomata norte-americano, citado pela agência France Presse.

«A nossa informação, e eu falei com o ministro dos Negócios Estrangeiros há cerca de uma hora e meia, é que o Presidente Ianukovich saiu para Kharkiv (...) para algum tipo de encontro que lá ocorrerá», disse o mesmo responsável, numa declaração reproduzida pela AFP cerca das 23:00, hora de Lisboa.

O diplomata norte-americano foi questionado sobre rumores de uma possível fuga do Presidente ucraniano após ter chegado a acordo com a oposição: «Como sabe isso não é incomum depois de tomar uma importante decisão política, ir para Leste, onde está a sua base».

Os líderes dos três principais partidos da oposição assinaram hoje um acordo com o Presidente da Ucrânia para pôr fim à crise.

O acordo, assinado no palácio presidencial na presença dos mediadores europeus, prevê nomeadamente a antecipação das eleições presidenciais, a formação de um Governo de coligação e uma reforma constitucional que recupere a limitação dos poderes presidenciais da Constituição de 2004.

Os líderes dos três partidos da oposição com representação parlamentar - Vitali Klitschko, Arseni Iatsenuk e Oleg Tiagnibok - assinaram o documento, assim como os ministros dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, Frank Walter Steinmeier, e polaco, Radoslaw Sikorski, segundo a agência France Presse.

Майдан силою Духу практично здолав банду

Олександр Палій
"Дорогі друзі!

Це важко, але ДУЖЕ ВАЖЛИВО - без люті! Майдан силою Духу практично здолав банду. 

Жоден із загиблих не хотів би, щоб гинули ще і ще наші люди, і щоб Україна, за яку вони віддавали життя, умилася знову кров"ю патріотів. 

Зараз є абсолютна можливість додавити банду мирно. Верховна Рада, регіони посипалися під Януковичем. Верховна Рада голосує по 310 - 360 голосів проти Януковича. 

За два дні з фракції ПР вийшли 27 депутатів. Уже є нерегіональна більшість. 

Тому - НІЯКИХ ШТУРМІВ. Все саме йде в руки. 

Те, що можна досягнути мирно, те, що буквальнро лежить, великий гріх перед людьми, їхнім життям і країною пробувати взяти інакше.

НЕ РИЗИКУВАТИ УКРАЇНОЮ І ЖИТТЯМИ ЖИВИХ ЛЮДЕЙ, КОЛИ ПЕРЕМОГА ВЖЕ МАЙЖЕ Є, І КОЖНА СЕКУНДА МИРУ ЇЇ НАБЛИЖАЄ !!!

Парубій чітко сказав - НІЯКИХ ПОГРОМІВ! Кожен погромник працює на Януковича!"

Олександр Палій

Friday, February 21, 2014

Convite: Comemoração do bicentenário do nascimento de Tarás Schevtchenko

Prudentópolis, nos eventos da IV Semana da Comunidade Ucraniana, agosto de 2013, teve como tema central o poeta Tarás Schevtchenko. Igualmente a Noite Ucraniana do Grupo Vesselka exaltou em palco o grande poeta ucraniano, em janeiro de 2014 nas programações do curso Eparquial de Catequese aconteceram oficinas sendo uma delas o trabalho sobre poética de Schevtchenko.

Neste mês de março, unindo-se ao povo da Ucrânia e do mundo, nas comemorações do Bicentenário do Poeta, Prudentópolis terá no dia 08 de março, sábado, uma comemoração especial com participação das crianças, escolares, jovens e o povo em geral enaltecendo a vida e as obras do poeta. Haverão pronunciamentos, cantos, declamações alusivas à data e uma homenagem com flores junto ao monumento.

A Escola Paroquial Nossa Senhora do Patrocínio e o Grupo de danças Vesselka terão ainda ações específicas durante o ano em curso.

As escolas de Prudentópolis, municipais, estaduais e particulares, dentro da programação curricular da diversidade cultural, trabalharão as obras de Tarás.

A mensagem do poeta gravada no pedestal do monumento nos conclama:

"Libertem-se, irmanem-se!
No seu lar, sua verdade,
Sua força e vontade!

Estudem, meus irmãos!
Pensem, leiam,
Aprendam o que é dos outros,
Mas não abandonem o que é seu!

Abracem, meus irmãos,
O mais humilde dos irmãos!
Rogo-lhes, suplico!"
(Tarás Schevtchenko - Wiumyscha, 14-XII-1845)

Convidamos todos os paroquianos e os prudentopolitanos para participar deste evento histórico - cultural que certamente divulgará a nossa Prudentópolis, nossa gente, nossa cultura pelo mundo afora.

Associação dos Amigos do Museu do Milênio - AAMM